Por que os sistemas autônomos são críticos para o futuro dos negócios

Os sistemas autônomos permitem que o profissional de TI passe do “modo de operação” para o “modo de inovação” e dedique seu tempo a realizar tarefas que agreguem mais valor para o negócio.

Por Mark Hurd, CEO da Oracle

Depois de investir tempo e esforço para contratar um profissional de TI altamente qualificado e bem pago, pergunte a si mesmo como você prefere que esse profissional passe a maior parte do dia: fazendo a manutenção dos sistemas legados da sua empresa ou extraindo dados desses sistemas para fornecer insights competitivos?

Eu sei o que você prefere. Nunca antes, nos meus mais de 30 anos na indústria da tecnologia, o custo de oportunidades perdidas foi tão elevado – e muitas vezes o culpado é o próprio modelo operacional tradicional de TI.
Nesse modelo, profissionais de TI empregam seu tempo com instalações, ajustes, atualizações e patches em sistemas em vez de executarem o tipo de trabalho técnico de alto nível que pode diferenciar sua empresa dos seus concorrentes. Trata-se de um modelo insustentável na atual economia digital.

É por isso que uma nova safra de bancos de dados autônomos, serviços de integração e outros serviços em nuvem – todos alimentados pelo aprendizado de máquina – é tão crítica para o futuro dos negócios. Esses serviços de autoajuste, autorreparação e autoatualização finalmente dão aos CIOs as ferramentas de que necessitam para tirar suas equipes do “modo de manutenção” e colocá-las em “modo de inovação”, permitindo que elas alcancem seu potencial.

Os benefícios vão muito além dos departamentos de TI. Considere quais funções agregam mais valor para toda a sua empresa: seus especialistas em segurança constantemente aplicam patches (e patches sobre patches) em sistemas para tapar vulnerabilidades? Esses especialistas poderiam trabalhar com o chefe de segurança da informação e o resto da diretoria para estabelecer uma estratégia abrangente de reconhecimento e prevenção de riscos? Profissionais de RH usam processos manuais para alinhar as novas contratações às demandas dos gestores? Eles fazem uso da tecnologia de aprendizado de máquina para saber quais novas contratações de quais as universidades têm maior probabilidade de sucesso com quais gestores? Desenvolvedores de software esperam que os DBAs instalem ou atualizem bancos de dados complexos para suportar seu trabalho? Esses desenvolvedores precisam lidar com esse tipo de complexidade ou podem trabalhar com parceiros de negócios para criar novos produtos digitais?

Você entendeu o meu ponto.

Desenvolvimento de carreira

Não há dúvida de que os novos sistemas autônomos forçarão muitos profissionais de TI estabelecidos a sair das suas zonas de conforto. A reação inicial de um dos nossos clientes foi bastante típica: “Se um computador pode fazer o que posso, então para que vocês precisam de mim?”

Mas em seguida ele entendeu que tais sistemas autônomos lhe dão a oportunidade de estabelecer relações mais produtivas com os executivos e desenvolvedores da sua empresa – relações que ajudarão sua carreira e o ajudarão a agregar mais valor ao negócio. Pense desta forma: não é só o fato de que o computador pode fazer o que o profissional já faz, sem erro humano; o computador liberta o profissional para fazer o que a máquina não faz.

Mesmo que os sistemas autônomos liberem um profissional de TI por, digamos, apenas 30 minutos por dia, imagine o que essa pessoa poderia fazer com o tempo extra. Mesmo que seja apenas um tempo livre para refletir e pensar no panorama geral, isso pode contribuir para um aumento da produtividade – uma enorme vitória tanto para o empregador como para o empregado. Não é do interesse de ninguém que as pessoas passem a maior parte do seu tempo prestando serviços de baixo valor agregado.

Você há de convir: ajustar e corrigir um banco de dados ou qualquer outro sistema de TI é uma tarefa chata e demorada, porém essencial. Automatizar tais tarefas não elimina o trabalho de TI, mas o promove. Também significa que os profissionais de TI não terão de passar noites ou fins de semana atualizando um sistema porque é o único momento em que o sistema pode ficar inativo para manutenção.

Uma mão amiga

Mas essa transição do “modo de operação” para o “modo de inovação” não acontecerá por si só.

As empresas precisam instituir programas de treinamento e orientação e ajustar suas estruturas organizacionais de TI para preparar e incentivar seus talentos a realizar um trabalho de alto nível. “É preciso cuidar dos profissionais e dos processos antes que se possa realmente tirar partido de todas as tecnologias”, disse o principal arquiteto de TI da Gap, F.S. Nooruddin, no nosso evento de lançamento do Oracle Autonomous Transaction Processing Cloud Service.

Partindo do princípio de que fizemos esses investimentos na nossa equipe, os sistemas autônomos de TI que estão sendo desenvolvidos terão um potencial quase ilimitado, tanto para as empresas quanto para os seus funcionários. Muita coisa que foi substituída pela automação nos anos 70 e nos anos 80 – blocos de mensagens cor-de-rosa, calculadoras, máquinas de escrever e central telefônica – e as pessoas que dependiam delas encontraram coisas mais importantes para fazer.

Como Ray Kurzweil sugeriu no seu famoso livroThe Singularity Is Near, o aprendizado de máquinas e outras formas de inteligência artificial não são uma ameaça à nossa existência. Esses sistemas se tornarão uma extensão de nós próprios para que possamos ser mais produtivos e inovadores – e para que as empresas sejam mais lucrativas.

G&P e Oracle

A G&P é uma das maiores implementadoras de Soluções, Serviços Gerenciados e Projetos em Tecnologia Oracle e oferece uma ampla variedade de soluções autônomas baseadas na nuvem para ajudar as empresas.

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