Quatro mudanças tecnológicas que estão remodelando o banco de dados corporativo

Mudanças acontecem. E quando atingem o mundo da tecnologia empresarial, isso desencadeia um efeito cascata em que as cabeças pensantes nas empresas de tecnologia definem como e quando reagir.

Uma dessas cabeças pensantes dentro da Oracle é Juan Loaiza, vice-presidente executivo de Tecnologias de Banco de Dados de Missão Crítica, que falou para uma plateia de especialistas em banco de dados no Oracle Open World 2019, realizado em São Francisco, nos Estados Unidos, em setembro. “O momento é muito interessante para quem está na área de gerenciamento de dados”, disse ele, com inovações tecnológicas, regulamentações e volumes massivos de dados gerando mudanças e criando oportunidades.

“Nosso objetivo é analisar as tendências em bancos de dados, selecionar as boas ideias e torná-las ainda melhores — e descartar as ideias ruins”, afirmou o executivo “Há tantas coisas acontecendo nessa área. Não há lugar para o tédio.”

Aqui estão quatro tendências de banco de dados e a forma como Loaiza e sua equipe as veem criando novas oportunidades.

Um banco de dados autônomo

A tecnologia de machine learning que viabiliza os carros autônomos — carros sem motorista que podem transitar por um ambiente que é complexo ou que sofre alterações — está mudando a percepção do que é possível ser feito e fazendo com que muitos setores busquem possibilidades “autônomas”.

A Oracle viu a oportunidade de levar essa “autonomia” ao seu banco de dados baseado em nuvem, porque, segundo Loaiza, “já passamos muitos anos desenvolvendo e automatizando todos os recursos que precisariam funcionar juntos em um banco de dados autônomo”.

A Oracle reconstruiu sua infraestrutura de nuvem em sistemas projetados para executar o Oracle Database a fim de obter o melhor desempenho e confiabilidade, e usou machine learning na infraestrutura e no banco de dados para fornecer o primeiro e único banco de dados autônomo que implementa, ajusta, corrige e protege a si próprio, além de se redimensionar imediatamente conforme a demanda aumenta ou diminui.

E embora a economia em infraestrutura e mão de obra seja óbvia, o valor mais significativo é que isso “torna o banco de dados mais disponível e muito mais seguro”, com armazenamento em cache, aplicação de patches e detecção de ameaças de modo autônomo, disse ele. Além disso, “você obtém elasticidade real para aumentar ou diminuir” suas CPUs.

Computação em hiperescala

A computação em hiperescala é uma arquitetura de computação que pode ser ampliada ou reduzida rapidamente para atender a aumentos de demanda no sistema. Essa inovação de arquitetura foi originalmente impulsionada por gigantes da Internet que administravam sites distribuídos, como Facebook, WhatsApp e Twitter, e foi adotada por provedores de nuvem de grande escala, como Oracle e Microsoft.

As empresas costumam alcançar a computação em hiperescala usando uma tecnologia chamada “sharding” (ou fragmentação) de banco de dados, na qual distribuem segmentos de um conjunto de dados — um “shard” — a vários bancos de dados em vários computadores diferentes. Elas costumam usar um grande número de bancos de dados simples, chamados bancos de dados NoSQL, para alcançar isso.

“O sharding é uma boa ideia, mas esses bancos de dados NoSQL todos vêm com restrições demais”, disse Loaiza, como, por exemplo, nenhum esquema, acesso apenas a valores de chaves e falta de integridade de transações. O objetivo da Oracle é “pegar uma boa ideia e torná-la melhor”, incorporando o sharding em seu banco de dados SQL maduro.

Com o sharding no Oracle Database, as pessoas que gerenciam volumes massivos de dados nesses ambientes de hiperescala obtêm a capacidade de expansão e a disponibilidade de ter diversos bancos de dados independentes, porém mantendo o SQL e as transações consistentes e duráveis de um banco de dados SQL maduro. “Você obtém o melhor dos dois mundos”, disse Loaiza. “Temos muitos grandes clientes usando essa tecnologia em seus ambientes de hiperescala.”

A segurança do blockchain

O blockchain ganhou fama com o Bitcoin, mas as empresas têm dúvidas quanto ao uso dessa tecnologia no dia a dia dos negócios, como, por exemplo, para rastrear mercadorias ao longo de uma cadeia de suprimentos. O blockchain é uma lista de registros que são vinculados criptograficamente, de forma que é difícil fazer alterações não autorizadas neles, e os usuários têm um histórico verificado de alterações nesses registros. “O blockchain é apenas um livro-razão, mas é um livro-razão imutável, o que é uma ideia interessante”, disse Loaiza. “Penso nisso como um bom avanço na ciência da computação e no gerenciamento de dados, mas, em muitos casos, traz mais problemas do que benefícios”. Por exemplo, uma grande plataforma de blockchain distribuída é mais do que a maioria dos aplicativos corporativos precisa.

Loaiza e sua equipe trabalharam para compreender as áreas às quais a blockchain agrega valor e como torná-lo muito mais fácil de ser usado pelas pessoas. Por exemplo, um banco de dados habilitado para blockchain por trás de um aplicativo de cadeia de suprimentos em modo SaaS poderia tornar qualquer alteração criptograficamente imutável.

A Oracle está incorporando o blockchain ao Oracle Database para tornar mais fácil para os desenvolvedores usar a tecnologia em transações comerciais diárias. “Para um usuário ou aplicativo de banco de dados, o blockchain vai parecer uma tabela. E você será capaz de incorporar essas tabelas de blockchain em aplicativos novos ou existentes de forma bastante simples”, disse Loaiza. “Você obtém o valor do blockchain, sem nenhum dos problemas que o acompanham atualmente.”

A Internet das Coisas

A Internet das Coisas significa que todos os tipos de sensores e dispositivos podem se conectar, comunicar e compartilhar dados entre si. Tais “coisas” podem ser um dispositivo de condicionamento físico ou um termostato inteligente de uma pessoa, ou um gerador de energia ou veículo de serviço de uma empresa. Com todos esses dispositivos subitamente gerando enormes quantidades de dados, as empresas precisam analisar rapidamente esses dados da IoT para aprender com eles e ganhar vantagem competitiva.

Os dados da IoT estão se movendo rapidamente, “de forma que as pessoas estão criando bancos de dados especializados em memória para a IoT”, disse Loaiza. Mas esses bancos de dados são limitados em termos da quantidade de dados que podem armazenar em memória, e os dados da IoT crescem rapidamente. A Oracle criou um recurso de streaming da IoT no Oracle Database que armazena os dados da IoT em um buffer dentro da memória. “E, então, temos um processo em segundo plano que periodicamente lê esse buffer de memória e faz uma carga em massa no banco de dados para fins de armazenamento e análises”, disse Loaiza. E tudo isso acontece em segundo plano. “Então, aqui também estamos pegando as melhores partes dessa tendência da IoT em memória”, disse ele, para resolver os problemas que vêm com ela e facilitar seu uso.

Na abrangente palestra, Loaiza falou também sobre desenvolvimentos de bancos de dados em termos de microsserviços, JSON, serviços REST e serviços em nuvem oferecidos em máquinas nos data centers locais de um cliente.

Fonte: Blog Oracle

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