Entenda o que é RPA enquanto é tempo

O primeiro detalhe que precisamos considerar ao falar sobre o que é RPA (Robotic Process Automation) é sobre a ideia de robôs físicos executando tarefas. Ela está presente desde muito tempo e ronda o nosso imaginário. Simpáticos robôs ainda são ótimos personagens para filmes e desenhos de ficção, mas menos aplicáveis na nossa realidade do que normalmente imaginamos.

É muito mais fácil desenvolver software do que hardware e, por isso, se um programa pode fazer o trabalho é desnecessário e financeiramente inviável que ele seja executado por um robô físico — ao menos na maioria das atividades.

Contudo, não é mais justificável que pessoas executem tarefas como robôs. Principalmente aquelas mais monótonas e regulares que ocorrem com um padrão de execução mais rígido — como relacionar os clientes com compras mensais acima de um determinado valor.

Essa é uma das razões para que a automação de processos tenha crescido 10 vezes em menos de dois anos. Aumentar a produtividade é determinante para a competitividade de qualquer empresa e, também em razão disso, o tema precisa ser uma prioridade para qualquer profissional. Então, vamos logo começar entendendo melhor sobre o que estamos falando.


O que é RPA?

O Robotic Process Automation (RPA) é definido pelo Institute for Robotic Process Automation (IRPA) como: “a aplicação de tecnologia que permite aos funcionários de uma empresa configurar software de computador (um robô), para capturar e interpretar aplicativos para processar uma transação, manipulando dados, desencadeando respostas e se comunicando com outros sistemas digitais”.

Assim, o (RPA) é a ferramenta que permite automatizar processos rotineiros. Atualmente, é uma das áreas em que a Inteligência Artificial é mais aplicada. Além disso, permite que, mesmo empresas com sistemas mais antigos, automatizem seus fluxos de trabalho.


Alguns benefícios


Esse ponto é algo realmente significativo. Trocar um sistema legado não é uma decisão fácil, principalmente para empresas de porte. O risco envolvido e a complexidade da implantação acabam estimulando o adiamento da mudança e, como dissemos, o RPA pode ser usado nesses casos.

Tarefas como abrir arquivos, inserir dados e copiar campos podem ser executadas automaticamente com o RPA. Por isso, ele abrange um campo vasto de aplicação, considerando que são até mais importantes para empresas que não pertencem ao setor tecnológico. Afinal, muitas delas costumam operar com sistemas obsoletos e com muitos processos manuais.

Em paralelo, a ferramenta ainda resolve outro problema. Imagine uma empresa que utilize um sistema construído com tecnologia dos anos 2000. Para procurar se adequar à realidade atual, ela passou a usar várias outras aplicações e programas.

Podem ser desde soluções de CRM e logística, até algumas mais simples, como planilhas, editores de textos — hospedadas na nuvem ou não.

Contudo, apesar de ser possível, a utilização dessa “colcha de retalhos” tecnológica nem sempre ocorre com integração entre essas ferramentas, prejudicando a produtividade, a eficiência e favorecendo erros. O RPA ajuda na solução dessa questão automatizando tarefas manuais decorrentes da falta de comunicação entre sistemas.

Um robô pode, por exemplo, coletar dados do ERP e lançá-los automaticamente em outra aplicação quando a integração não é possível por algum motivo. Como a lógica envolvida nesse tipo de operação costuma ser simples, também é relativamente fácil usar a inteligência artificial (IA) para automatizar alguns raciocínios.

Como funciona o RPA?

Para entender um pouco melhor o uso geral do RPA e como essa aplicação da IA funciona, vamos descrever 4 maneiras diferentes de configuração. Você vai notar que não é necessariamente fundamental conhecer de programação para tanto. São elas:

Programação

Apesar de não ser fundamental, conforme você pode imaginar, as funções mais elaboradas podem ser desenvolvidas com a utilização de linguagem de programação. No entanto, o seu uso requer habilidade, paciência e o trabalho de um profissional especializado.

Essencialmente, os códigos de programação produzem a execução de ações indicando as aplicações em que elas devem ocorrer e como o software de RPA deve interagir com elas.

Interfaces gráficas de usuário

Muitos fornecedores oferecem soluções para programas RPA com interfaces de arrastar e soltar. Com esse tipo de solução, qualquer pessoa na empresa pode ser capaz de configurar funções simples. Obviamente, nesse caso existem limitações.

Macros

Assim como ocorre com o Excel, os robôs podem executar ações por meio de macros. Essas funções podem envolver vários softwares empresariais.

Como exemplo, imagine uma campanha de marketing em uma determinada empresa. Seria possível usar macros para tirar dados de um CRM, combiná-los com um relatório do aplicativo de envio de e-mail e identificar quais clientes devem receber mensagens SMS.

Robôs de autoaprendizagem

Aqui estamos falando de uma aplicação que já pode ser considerada como uma incorporação da Inteligência Artificial. Nela, os robôs são capazes de observar a atividade de funcionários para aprender tarefas. Por isso, são mais fáceis de implantar.

Contudo, essa aprendizagem nem sempre é perfeita. Especialmente durante a implantação inicial, os robôs poderiam cometer erros.

Porém, na maioria das vezes, os erros são evitados, pois os robôs inteligentes identificam quando não possuem um parâmetro que sirva de base para executar uma tarefa. Nesses casos, alertam os responsáveis para que possam corrigir o problema.

Uma vez que os robôs são configurados, um módulo de gestão ajuda a iniciá-los e a analisar sua atividade.

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Fonte: Portal Transformação Digital – clique aqui e acesse.