Como a indústria 4.0 impacta minha carreira?

Você provavelmente lembra a confusão que deu quando a Uber veio ao Brasil. Taxistas do país inteiro se revoltaram contra o app, receosos com o que estava por vir. A atitude não é novidade e algo semelhante aparece toda vez que alguém se sente ameaçado pelo que é novo. Já parou para pensar como fica a nossa carreira na indústria 4.0?

O cenário é promissor. Pelo menos àqueles que tentam se manter atualizados com relação às principais tendências. O fato de estarmos usufruindo de uma pequena parcela de tudo o que a tecnologia pode vir a proporcionar ao ambiente corporativo é positivo. Significa que ainda dá tempo de correr atrás do prejuízo, buscar conhecimento e adaptar-se à nova realidade profissional.

Antes de abordarmos como é possível embarcar nessa viagem sem ficar para trás, vale uma breve contextualização.

O atual cenário da indústria 4.0 para os negócios

A quarta revolução industrial, momento pelo qual passamos atualmente, é como uma pitada de inteligência sobre tudo o que já existia. Celulares são smartphones, a nuvem é a nova melhor amiga dos empreendimentos e até mesmo nossas residências podem se resolver sozinhas quando precisam de alguma coisa.

A tecnologia surgiu para facilitar processos e encurtar distâncias. Acontece que algumas inovações são tão úteis, práticas e precisas, que acabam substituindo a necessidade da interação humana e, consequentemente, acarretam a perda de empregos – especialmente os mais relacionados à manufatura.

A previsão de alguns estudos sobre o tema é que, até 2030, praticamente metade da força de trabalho estadunidense estaria em risco devido à automatização de tarefas.

Um artigo da World Bank revela que “quanto mais a automação tomar conta da manufatura em países de alta renda, menor será a demanda para este tipo de trabalho em mercados emergentes. Isso é especialmente preocupante em tempos de altos índices de desemprego, particularmente para os jovens.”

Por outro lado, enquanto a tecnologia acaba com alguns postos de trabalho, cria muitos outros – alguns dos quais ainda nem existem.

O que ocorre é que ainda temos alguns desafios latentes na adoção das inovações. Segurança de dados, integridade de processos e problemas técnicos são algumas das dificuldades mais comuns.

Outra questão bastante urgente é que, por tudo ser muito recente, nós também estamos em processo de reconhecimento das necessidades impostas por sistemas automatizados. Nem sempre temos experiência ou pessoal adequados para atingir as expectativas.

Em resumo, pode-se dizer que a tecnologia está interligando o mundo físico com o digital. E que é questão de tempo até que estejamos mais preparados para lidar com as demandas impostas por ela.

Como se manter relevante no novo mercado de trabalho

Como você certamente já escutou por aí, “ninguém nasce sabendo”. Ao nos depararmos com a transformação digital e as mudanças da indústria 4.0, a situação é a mesma. São novas tecnologias que surgem a todo instante – algumas delas em velocidade assustadora.

Portanto, a primeira coisa a pensar é que: só basta correr atrás para desenvolver as necessidades latentes neste novo momento.

Pense que as possibilidades são diversas. A carreira na indústria 4.0 pode ser bastante abrangente. Afinal, tecnologias digitais englobam diversas vertentes: simulação, realidade aumentada, big data, cloud computing, robótica, inteligência artificial, machine learning, biotecnologia, internet das coisas (IoT), sistemas de integração horizontais e verticais, entre outras.

Ou seja, o cenário é positivo!

O segredo está em adaptar o seu conjunto de habilidades. De novo: adaptar o seu conjunto de habilidades.

Um relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial revela uma tabela que compara as 10 principais aptidões profissionais em 2015 com as 10 que provavelmente serão as mais buscadas daqui apenas dois anos, em 2020:

A criatividade – que até três anos atrás ocupava o décimo lugar da lista – pula para a primeira posição. Essa, pelo menos por enquanto, é uma vantagem que os humanos têm sobre a máquina.

Por mais que os robôs consigam fazer a parte operacional muito mais rapidamente e com eficácia, eles ainda não desenvolveram esse lado mais criativo.

Outro poder que a máquina não domina é o de resolução de problemas complexos e o de pensamento crítico. Talvez por isso, essas serão as três skills mais buscadas no futuro próximo.

Já o poder de negociação aos poucos passa para o final da listagem, uma vez que a enorme quantidade de dados e a técnica de machine learning permitem que computadores tomem decisões sozinhos, de maneira cada vez mais assertiva.

Como abordamos anteriormente, para manter-se no topo da cadeia profissional, a ideia é adaptar-se ao novo. Estudar, buscar conhecimento, investir em treinamentos e dominar os assuntos que ainda são recentes para a maioria das pessoas mas que, ao mesmo tempo, são como um iceberg.

No momento, o que enxergamos é apenas a porção que fica na superfície. Porém, assim que mergulhamos um pouco mais a fundo, percebemos o quanto ainda existe de possibilidades – em proporções, muitas vezes, ainda inimagináveis!

 

Artigo escrito por: Tiago Magnus – CEO do Portal transformacaodigital.com

Fonte: Blog Mastertech

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