Aprender com os erros é a chave para o crescimento profissional

Quando ouvimos ou falamos as palavras “falha” ou “fracasso” em relação a todas as coisas tecnológicas e de negócio, geralmente lembramos de cadeados trancados, cadeiras e mesas vazias e uma batalha para encontrar um novo lugar no mercado de trabalho. Mas há mais do que isso e, em cada falha de inicialização, há mais detalhes do que a maioria de nós jamais saberá, porque não estávamos lá.

Mas como realmente aprendemos com o fracasso? Muitas vezes, ficamos cansados com frases como “só aprendemos quando falhamos”, mas isso não ajuda a pessoa ou a empresa que falhou. O que precisamos é de um processo ou exercício tangível para percorrer e para ter certeza de que realmente aprendemos com cada falha, independentemente de quão pequena ou quão épica.


1. Entenda o que causou a falha

Você não é só um produto das suas circunstâncias. Você também é um produto de suas decisões. Devemos individualmente, objetivamente e tão sem emoção quanto possível, chegar ao entendimento de que não houve uma pessoa ou coisa específica que nos fez fracassar. Em vez disso, houve uma longa série de decisões que culminaram no fracasso.

Não é fácil e ninguém gosta de fazer isso, mas se você quer aprender e, portanto, não repetir o que você fez de errado, esta etapa é um exigência. Você quer estragar tudo da mesma maneira que você fez o anterior? Claro que você não quer. Então, comece com o primeiro passo: documente cada decisão, olhando para trás até chegar ao ponto de inflexão que acabou se tornando o caminho para o fracasso.

2. Assuma a responsabilidade por suas próprias ações

Todas as pessoas falham, então não há vergonha alguma quando acontece. Dito isso, agora que você relembrou todas as decisões, suas e de todos os envolvidos, que levaram ao fracasso, é extremamente importante que você assuma total responsabilidade por suas próprias ações, decisões e intenções.

Neste ponto, você não tem mais nada a perder. Você falhou, então acabou. Este exercício é parte do processo de recuperação, assim como a fisioterapia diária dói, mas finalmente cura e nos torna mais fortes.

Esta é a hora de justificar e racionalizar por que você fez as coisas que fez, por que tomou as decisões que tomou e o que estava pensando na época. De fato, isso ajuda a entender onde o seu pensamento estava errado. Mas a parte mais importante é que você reconheça e assuma a responsabilidade por ações e decisões que pareciam corretas na época, mas estavam erradas no final.

3. Diga em voz alta

Dizer coisas em voz alta muda o cenário. Neste ponto, você sabe de todas as suas decisões que estavam erradas. Você assumiu a responsabilidade por essas decisões. Agora vem a parte difícil. O terceiro passo é este: explique cada decisão que estava errada em voz alta e diga as palavras: eu estava errado.

A chave aqui é dizer isso em voz alta. Embora possa ser estranho falar com seu espelho, faz a diferença. Além de dizer em voz alta para você mesmo, é importante discutir sobre essas decisões com um mentor ou alguém de sua confiança.

Não escolha alguém que vai te atrapalhar e dizer: “Tudo bem, não é sua culpa”, mas sim alguém que vai assoviar e dizer: “Uau, sim, isso foi uma loucura!” Lembre-se que, neste ponto, acabou. Você não está tentando voltar aos trilhos. O trem saiu da estação e agora você está tentando avaliar e aprender com os danos.

Ao conversar sobre cada uma das suas decisões, procure ouvir o que a outra pessoa tem a dizer, aceitar diferentes pontos de vista. Não é preciso acatar qualquer conselho, apenas se abrir para o fato de que várias mentes pensam melhor do que uma e podem ser uma força a mais quando as situações se repetirem.

4. Documente sua falha como um livro didático

Você vai viver essa situação novamente, muito provavelmente. Então, agora você terá seu próprio livro didático com instruções sobre o que você não vai fazer desta vez. Escreva cuidadosamente cada uma dessas decisões, o que você estava pensando na época e o que você poderia ou deveria ter feito em vez disso.

A ciência sobre este exercício é clara: quando escrevemos as coisas à mão, no papel, não digitadas em qualquer nota do celular, nos lembramos mais delas e nos lembramos das informações por mais tempo. Podem ser frases curtas, nada muito cansativo.

Você pode então digitalizá-lo e salvá-lo no melhor lugar para você olhar. Novamente, lembre-se, o propósito do exercício é aprender com o fracasso. Qualquer tipo de aprendizado precisa de trabalho e intenção. Nós não apenas aprendemos coisas sem pensar sobre isso, e embora seja doloroso pensar em toda a experiência que você acabou de suportar, há apenas uma maneira de aprender com isso: observando e mentalizando.

5. Lembre-se

Da mesma forma que um tenista profissional tem que lembrar de seu toque e giro da raquete até se tornar memória muscular, é assim que devemos nos lembrar de nossos erros.

À medida que você conclui esse processo e abandona mentalmente sua falha, talvez seja comum lembrar de duas coisas: medo e arrependimento. Agora que você falhou, você pode ter o medo de fazer isso de novo e se arrepender dos erros. Mas agora que você sabe como dar os primeiros passos e o que pode dar errado, transforme esse medo e arrependimento em força ao seu favor.

A medida que você conclui esse exercício, não precisa mais viver arrependido do que não funcionou. Você sabe por que não funcionou e sabe como evitar fazer as mesmas coisas em situações semelhantes na próxima vez. Nada é permanente. Você não está falhando, você está crescendo.

Na sua opinião, como aprendemos com o fracasso? Compartilhe conosco seu comentário.

Fonte: Portal Mastertech

Tags: