A verdade por trás dos principais mitos sobre o Blockchain

Tecnologia emergente de registros de transações ainda é alvo de muitas concepções confusas no mercado

Uma das tecnologias mais comentadas da atualidade, o Blockchain vem se destacando por conta do seu potencial de trazer mais segurança, transparência e confiança às transações.

No entanto, o Blockchain ainda é alvo de algumas concepções erradas ou confusas. Em um post recente, o diretor de marketing de produtos ERP da Oracle, Rudy Lukez, falou sobre alguns dos principais mitos da plataforma descentralizada de registros. Confira abaixo a verdade por trás deles.

Mito 1: Blockchain e Bitcoin são a mesma coisa

Sim, é comum ver os dois termos usados em conjunto. E o Blockchain inicialmente ficou mais conhecido justamente por conta do Bitcoin. Mas eles não são a mesma coisa. Basicamente, o Blockchain é a tecnologia por trás da moeda virtual.

“A única conexão entre o Bitcoin (e outras criptomoedas) e o Blockchain é simplesmente essa: o Blockchain é apenas um dos muitos componentes e construções tecnológicas usados para gerenciar criptomoedas como Bitcoin”, explica o executivo.

Mito 2: Blockchain só pode ser usado para transações financeiras

Apesar de ter uma presença forte no segmento de finanças, o Blockchain possui um amplo potencial para ser usado nas mais diversas áreas, incluindo desde supply chain (cadeia de suprimentos) até Recursos Humanos (RH), passando por Internet das Coisas (IoT).

Isso é possível por conta da capacidade da tecnologia de gerar registros únicos e imutáveis das transações realizadas em sua plataforma. E o registro dessas informações é feito de forma segura, já que conta com criptografia e assinatura digital e pode ser acessado a qualquer momento por todos os participantes da operação, sem a necessidade de um intermediário.

Mito 3: Redes de Blockchain consomem muita energia

Ultimamente vem se falando muito sobre como as redes de Bitcoin podem consumir uma quantidade de energia equivalente a um país como a Dinamarca. Isso pode ser verdadeiro para as redes de Bitcoin, mas vale lembrar que Bitcoin e Blockchain não são a mesma coisa, como mencionado acima.

Conforme explica Rudy, existem dois tipos principais de Blockchain: público e permissionado (privado).

Abertos para qualquer um participar, os Blockchains públicos utilizam a chamada mineração de dados para garantir a segurança das informações. “Esse processo utiliza milhões de operações computacionais por segundo por meio de servidores espalhados pelo mundo. Por conta das exigências longas de processamento, esse processo de mineração faz um uso muito intenso de energia”, aponta o executivo da Oracle.

A história é diferente nos Blockchains privados, que exigem permissão para participação na rede. “O processo de mineração não é necessário uma vez que o corpo governante ou os participantes confiáveis da rede validam as informações pela cadeia. Sem a exigência de mineração de dados, o consumo de energia deixa de ser um problema para um Blockchain permissionado.”

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